2019/03/20

Felicidade no Trabalho | Salário Emocional

À pergunta: o que é a Felicidade? Provavelmente, cada um de nós responderia de forma diversa, e em alguns dos casos, para os demais, de forma surpreendente.

A felicidade é, de forma mais generalizada, uma sensação de bem-estar e de satisfação pessoal. As nossas emoções são um bem não transacionável e as responsáveis por nos dar aquilo que nunca o dinheiro será realmente capaz de trazer. Tal como em diversas outras áreas, também no mundo do trabalho é cada vez mais valorizada a componente do bem estar individual.

Questões como a conciliação entre a vida pessoal e a vida familiar e a motivação de colaboradores estão, cada vez mais, na ordem do dia, e são fatores como um ambiente de trabalho positivo e a atenção dada ao colaborador que influenciam o dito bem-estar no trabalho.

Num futuro que se avizinha de profundas mudanças no paradigma das relações de trabalho, desafios como o de encontrar conforto e realização para os colaboradores são cada vez mais relevantes. A atração e retenção de talento são, neste momento, preocupação da generalidade das empresas, para quem o clima de estabilidade ao nível do seu capital humano é crucial alcançar elevados níveis de produtividade.

Começa a ser vulgar falar-se em Salário Emocional: conceito é inspirado no conceito de Felicidade Interna Bruta | FIB, o qual foi criado em 1972 no Reino do Butão, foi adotado passado uns anos pela ONU, como um índice capaz de medir a realização pessoal dos habitantes para avaliar o desenvolvimento do país, bem assim como um catalisador da mudança organizacional, uma forma de unir pessoas, empresas e sociedade num objetivo comum.

As emoções positivas dos colaboradores serão, sem dúvida, motor de crescimento e de produtividade, sendo que medidas como:

  • existência de horários flexíveis;
  • escolher as férias e de majoração das mesmas;
  • trabalhar a partir de casa;
  • formação continua e adaptada às reais necessidades do colaborador;
  • existência de cultura organizacional e de bom ambiente de trabalho;
  • progressão na carreira;
  • feedback e reconhecimento de mérito nas tarefas;
  • atividades de teambuilding;
  • atividades em datas festivas ou com propósitos sociais alargadas à família dos colaboradores;
  • criação de equipas para pratica desportiva;
  • serviços de apoio familiar (cresces e centros de estudo);
  • existência de ginásio e de serviços de cuidados pessoais;
  • atribuição de vales educação ou cheques-desconto;

são, indubitavelmente, a concretização de uma eficaz política de motivação e retenção de colaboradores, e o almejado catalisador de mudança organizacional.

De forma propositada, se isola o tema: pedir feedback ao colaborador. Na verdade, não só é relevante dar feedback sobre as tarefas executadas, mas também permitir ao colaborador que se envolva e que possa ter a oportunidade de transmitir as suas ideias e realizar processos de autoavaliação.

De realçar, finalmente, que a criação de laços pessoais aliados aos profissionais, a identificação de objetivos e interesses comuns, e a associação a causas sociais, fomentados e apoiados pela Empresa, reforçam o sentimento de objetivo comum que servirá para influenciar, decisivamente, a sua decisão em face de uma proposta de mudança.

Joana de Sá | Sócia | joana.sa@pra.pt